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Autoria: GabrielFilippo às 16:38
do dia Quem foi ao estádio Olímpico nesta quinta feira, mais uma vez presenciou uma Roma que dá agonia. Em meio a um ambiente hostil e desgovernado no clube, e logo após o seqüestro de 2 propriedades da Italpetroli pelo banco Unicredit que cada vez mais aperta o cerco pelo pagamento da enorme dívida da atual empresa dona da sociedade, o time entrou em campo pra definir sua situação no grupo da Europa League. Um time muito mal escalado pelo técnico, já bastante criticado, Claudio Ranieri que não contava com seu melhor atacante Mirko Vucinic nem no banco de reservas.
Menéz que vinha jogando muito bem ultimamente ficou à disposição no banco. No campo um time bem apático, sem qualidade, que não sabia agredir o adversário mesmo que precisando da vitória a todo custo. Julio Baptista sempre muito lento, jogando mais avançado do que já declarou ser sua posição preferida. Cicinho que até conseguiu alguns bons cruzamentos está longe de sua forma ideal. No ataque, o jovem Okaka Chuka como fonte das esperanças de gol romanistas.
Um time mal estruturado, que viu logo no início os visitantes marcarem com um gol de pênalti, cometido por Andreolli (que diga-se de passagem fez uma partida muito boa e segura, mostrando muita personalidade ao manter a cabeça focada no jogo apesar de sua infração) logo após uma boa Jogada de Dempsey (que por sinal é ainda um grande jogador). E o jogo foi arrastando-se sem criatividade nenhuma por parte da Roma e com o Fulham fechado atrás. E pra piorar, Doni sentiu novamente a lesão e teve de ser substituído no intervalo.
Mas, graças a intervenção divina, E NÃO POR MÉRITOS DO TÉCNICO, o segundo tempo foi outra história. Logo aos 4 minutos, Nevland do Fulham fez uma falta dura em De Rossi e levou vermelho direto. A partir daí só deu Roma. Mas mesmo assim o time chegava com dificuldade, até que após uns vinte minutos entrou em campo Geremi Menéz, que apesar de não ter feito nada brilhante, deu moral e sangue novo à equipe, que conseguiu logo o empate num chutasso de Riise em que a bola, por azar (ou sorte) do destino desviou no ultimo instante em seu irmão mais novo também chamado de Riise, e tirou a chance de defesa do goleirasso australiano do Fulham.
Ainda conseguiu virar o jogo com gol de Okaka Chuka, sim ele mesmo, que também não vinha fazendo uma partida boa mas que levou ao delírio, e ainda mais importante, ao alívio! a apaixonada torcida romanista. Final de jogo 2x1 para a Roma que agora é segunda do grupo, 2 pontos à frente do terceiro lugar Fulham.
Agora, cabe sim a indagação pertinente. Até quando vamos ficar dependendo dos acasos do destino para triunfar nos jogos? Até quando vamos ver uma Roma irritante em campo, mal armada, com futebol feio e nada empolgante!? Até quando vamos agüentar esse técnico medíocre? Até quando passaremos os períodos de transferência à ver navios? Até quando os Sensi vão ser agoístas para com o clube e a nação romanista?
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